O Jogo do Ano

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Seria Barça contra o Real neo-galástico? Não.

É a volta de Muricy ao Morumbi. Só que agora ele está do outro lado.

São Paulo e Palmeiras farão amanhã o jogo mais interessante dos próximos meses. Os dois estão na luta pelo título, os dois estarão possivelmente sem jogadores importantes (Richarlyson pelo Sampa, Cleiton Xavier pelo Palestra) e talvez será um ponto de virada para os dois treinadores.

Rocardo Gomes terá a chance de ouro de provar que veio para um bom trabalho e fazer a torcida esquecer o antigo treinador. Ele pode derrotar o líder od campeonato e se aproximar da ponta. O time está em ascensão, apesar da derrota para o Furação na Arena da Baixada, e tem mostrado um bom futebol, talvez o mais vistoso do campeonato até o momento.

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Desde pequeno, Muricyzinho já amava o tricolor

Mas é do outro lado que a coisa aperta, porque ele mexe com as paixões tanto de tricolores quanto palestrinos: Muricy Ramalho fará seu primeiro jogo contra o São Paulo após três anos e meio como técnico tricolor. Foram três títulos brasileiros e três vice-campeonatos.

Além disso, Muricy tem uma história muito longa com o São Paulo. Foi o único clube que ele defendeu no Brasil. Foi formado nas categorias de base do tricolor e só saiu do time para o futebol mexicano, sendo campeão paulista do grande time de 75. Estava no clube no primeiro títuto brasileiro em 77, mas contundido. Era um jogador refinado, meio-campista e ponta de categoria, toque de bola e ousadia. Faltou explodir como jogador.

Sua história no tricolor continua no início dos anos 90. Ele era auxiliar de Telê Santana (ou grande técnico da história do time) e assumiu a equipe quando Telê pediu demissão por razões médicas. Nessa sua primeira passagem foi campeão da Copa Conmebol de 95. Voltou para fazer a “Era Muricy” no Morumbi e ganhou três nacionais seguidos. A torcida reclamava da Libertadores que ele não ganhara. Foi mandando embora depois da quarta derrota para brasileiros no torneio, apesar de ter o apoio de boa parte da torcida.

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Não parece, mas dizem que esse é o mesmo Muricy, hoje técnico

Agora, ele está do lado palmeirense e líder com o time verde. Já jogou contra o São Paulo em outras ocasiões. A mais importante delas foi no Paulista de 2004 quando surpreendentemente eliminou o São Paulo (melhor campanha na primeira fase) nas semi-finais e depois venceu o campeonato.

A importância do jogo é por esse tipo de paixão conflitante. É inegável que o desconforto será sentido por ambos os lados. Jogadores e torcedores são-paulinos sentirão certa melancolia de ver um ídolo com a camisa de outro time. Muricy ficará com a pulga atrás da orelha e uma dor no coração de ter de vencer o time do coração. Ricardo Gomes entra nessa pra tentar fazer o rival sofrer mais, só que teme a derrota e a lembrança que virá na cabeça do torcedor.

Isso é o futebol: paixão. E, por isso, amanhã o jogo a se prestar atenção é São Paulo x Palmeiras. Estão em jogo três pontos, um possível  título e o amor ao time do coração.

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Hoje ele está do lado verde. Mas será que seu coração deixou de bater em branco, preto e vermelho?

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Uma resposta para O Jogo do Ano

  1. Semerjian disse:

    Artigo escrito visivelmente por um sãopaulino… PROTESTO VEEMENTEMENTE !!!!! Há que dar espaço à manifestação de um palestrino! E tenho dito (na verdade escrito!)

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