Academia

Ah, academia! Quanta masculinidade!

Ah, academia! Quanta masculinidade!

Na última semana comecei, progressivamente, a reparar como os caras que fazem exercícios pra ficar forte se acham os machões do pedaço. Afinal, ir na academia e levantar 50 quilos é a coisa mais mascula que um cara pode fazer, certo? Não é bem assim.

Na verdade, tudo o que ronda essa cultura de academia é algo bem longe da macheza pregada pela “turminha do amendoim” de academia. A começar pelos aparelhos que só não se chamam “vibradores disfarçados” para não quebrar a mística. Tudo é fálico, tanto do óbvio colocar a barra de ferro no buraco do peso até um aparelho cuja extremidade  na qual o cara coloca a mão é uma corda bem grossa com um pedaço de borracha na ponta que parece mais uma glande que qualquer outra coisa.

Um comportamento comum na academia é ficar se olhando pelo milhares de espelhos do salão de exercícios. Se ao invés de olhar apenas para o exercício os caras começassem a ver as caras e posições que eles fazem, aposto meu salário como eles parariam de fazer exercício no instante seguinte: a cara no espelho é de quem tá dando o boga, não do próximo macho reprodutor.

Tem também as duas expressões mais utilizadas em academias: puxar o ferro e ficar bombado. Posso parar por aí, pois afinal não preciso alertar ninguém que “puxar o ferro” (levantar peso) tem uma semelhança muito estranha com “levar ferro” (tomar na bundinha) e que “ficar bombado” (ficar forte) tem origem em comum com “bombada” (que a gente sabe muito bem o que significa).

Esse cara está "puxando ferro" ou "ficando bombado"?

Esse cara está "puxando ferro" ou "ficando bombado"?

E claro, como não poderia faltar, o funcionamento social da “turminha do amendoim”: os caras se juntam em grupos, ficam se olhando, mostrando seus músculos uns para os outros, disputando para ver quem puxa mais ferro (lembrem-se de “levar ferro”, meus caros) e se ajudam segurando na barra com um sorriso no rosto de orelha a orelha, sendo que a visão de quem está deitado levantando o peso é o saco do “amigo”. Sempre sobra tempo, obviamente, para cantar as glórias das marombas frente à estupidez dos magrelas e intelectuais. Afinal, ser homem é segurar uma corda com uma glande de borracha na ponta e passá-la por debaixo da perna para levantar 100kg e ficar com cara de portador de hemorróida.

Então quer dizer que quem vai em academia é viado e ser viado é uma bosta? Não seu animal! Vocês não entendeu nada! Só o que eu quero dizer é se tem uma coisa que não representa a masculinidade absoluta é a academia e não tem problema nenhum você querer ser bombado mesmo assim (por acaso, “bombado” é aquele que levou uma “bombada”?).

No fim das contas, eu poderia dizer que esses caras que puxam ferro (olha ele aí de novo) querem ter algo a mais para compensar alguma coisa que tem a menos (use sua imaginação), mas isso é simplista. Assim como dizer que quem tem um biceps maior que o de outro cara é mais macho é simplista também. E que macho que é macho puxa ferro de montão e fica bombado.

Não seja simplista cara! Aceite as diferenças! Você vai ver que, ao sair da academia, ler um livro não vai deixá-lo menos… seja lá o que você for… do que você já é.

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8 Responses to Academia

  1. Julio disse:

    Pô, bateu em cachorro morto, hein?

    PS: Acho que quem tem um bíceps maior que o do colega não é mais macho que o colega, mas talvez mais forte.

  2. Ed Foudet disse:

    Pô, Raulzito, eu nunca dei o boga!

  3. bengas disse:

    po kara, malhar é bom pra saude… sim lembrar que muitos querem xegar ao estremo legal mais se vc olhar por um outro lado as gatas gostão mesmo e dos magrinhos né kkkkkk mais eu nõo posso falar nada pq eu sou desse geito que vc estão vendo ai na foto !

  4. pedro disse:

    po veio…ouso discordar.

    acho uma perobagem os bombados viciados em espelho sim!
    mas como frequentador de academia, digo que um pouco de exercicio te ajuda a ter um sono melhor, mais disposição quando acorda e te da resistencia, pra nao ser o frouxo que para no meio da escada da igreja pra ” tomar um ar” .
    Sou contra os extremos, logicamente.
    afinal as pessoas têm mais o que fazer do que passar horas erguendo toneladas e se admirando, o que é um sintoma de boiolagem congênita na minha opiniao…concordando com seu artigo, nesse ponto.
    mas seja mais especifico.

  5. Paulo disse:

    kkkk esse cara medito a escritor nao viveu nada da musculacao para escrever, fala muito e pesquisa poco.

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