Uma tarde em Itapuã

O Alquimista é uma bosta, haha!

O Alquimista é uma bosta, haha!

Britney Spears, Papa Bento, Adolph Hitler, Walter Mercado… por que as pessoas sentem tanto prazer em chutar o cachorro morto? Seria uma manifestação de puro sadismo? Um jeito arrogante de lembrar da nossa inabalável superioridade?

Para mim, chutar cachorro morto é tudo isso e mais: ele é um ato prazeroso mas também tem suas utilidades, dado que chutar o cachorro morto é um pouco como fazer um exame forense nada ortodoxo, detectando a pontapés a causa mortis do pobre vira-lata. É uma coisa deveras importante, já que mesmo um cachorro morto é capaz de infestar os seus arredores com pragas e maus odores.

Em outras palavras, não existe objeto que não valha o dedo apontado. E se rediscutir à exaustão um mesmo tema é coisa de gente obcecada, eu é que não quero ser normal!

Por exemplo: eu odeio o Toquinho. Muito. Eu quero que ele e aquele bigode escroto dele se fodam num bacanal de gordos sarnentos.

Porque existem poucas experiências tão desprezíveis quanto ir num show desse energúmeno. É um senhor de meia-idade cantando uma música cafona sobre o ato de desenhar, entremeando sua apresentação com histórias e anedotas que todo mundo conhece e que já não tem graça nenhuma, reforçando com isso aquele sabor letal de naftalina. Haha, o Vinícius de Moraes bebia e comia todo mundo, NOSSA QUE DEMAIS!

Eu fui num show do Toquinho há muito tempo atrás e lembro daquilo tudo ter sido uma incômoda experiência paradoxal: um tédio enorme, moroso e chicletento, mas que tinha aquele forte impacto do trauma, tanto que toda vez que eu ouço Toquinho a vontade é de romper minhas têmporas com uma furadeira elétrica.

Não fosse pelo Toquinho, seria quase (QUASE) aturável ir num daqueles bares de música ao vivo, esse intragável ambiente noturno que transforma os acordes com nona no verdadeiro som do inferno.

Porque Djavan a gente dá uma colher de chá, que o Djavan já foi bom num tempo muito remoto. E Tom Jobim, bem, Tom Jobim é um gênio. Agora, Toquinho, meu amigo, não dá.

Toquinho é o baluarte daquilo que a música brasileira tem de mais tradicionalista e conservador. Ele é um republicano da Bossa Nova, deitado na rede, tomando água de coco e penteando aquele maldito bigode militar.

Fora, Toquinho!

Favor não confundir com Rousimar Toquinho, lutador de vale-tudo.

Favor não confundir com Rousimar Toquinho, lutador de vale-tudo.

5 respostas para Uma tarde em Itapuã

  1. Vinicius disse:

    Mas o Toquinho não tem mais bigode, Suza!

  2. Ju S disse:

    Suza,
    tudo bem que vc não quer ser normal, mas cara: quanta raiva nesse coraçãozinho janponês!
    O Toquinho pode não ser nenhum Einstein da música e, sinceramente, também não sou nenhum fã dele e acho a tal música da Faber Castel bem mela-cueca.
    Mas ‘republicano da música brasileira’ já acho que é pegar pesado. Pô, n’alguma coisa o cara deve ser bom, sei lá, na hora de escolher os amigos, por exemplo: bixo, eu mó queria ter sido amiga do Vinicius.
    Enfim, sei lá, se pá você tam razão. Mas eu ainda prefiro falar mal do Paulo Coelho, mesmo sem nunca ter lido nada dele.

  3. Jasmin disse:

    Fora Toquinho!

  4. JuK disse:

    sem contar que o toquinho sem bigode fica com cara de demente.

  5. Angelo (Massaroca) disse:

    Suza, eu te amo!

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