Zumbis, ou estragando uma coisa linda

O morto-vivo é uma criatura maravilhosa, comovente e que reflete o ser humano e seus mais complexos e recônditos desejos. Ele exerce sobre o público um fascínio gigantesco, de certa maneira pervertido e que às vezes vai longe demais.

Eu poderia estar falando deles:

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Ai, gozei.

Mas estou falando deles:

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Você pode ser feia e gorda, mas os zumbis te querem.

Obviamente não foi surpresa, ja que você leu no título do post. Cara, como eu escrevo mal.

Em todo caso! Zumbis são interessantes e caso você não saiba disso eu te explico por quê:

– Zumbis comem cérebros, talvez de maneira a compensar sua burrice tremenda

– Zumbis comem outras partes do corpo também, o que serve para deixar os filmes mais divertidos

– Quando zumbis entram em contato com humanos, eles passam a burrice adiante

– Todos estão condenados a cedo ou tarde, virar zumbis e fazer parte da horda

– Zumbis vagam a esmo e sem próposito, a não ser comer

Então, espera, de certa maneira eu estou falando de Crepúsculo sim. Quer dizer fora a parte de comer pedaços dos outros, os padrões comportamentais batem. Mude comer por consumir e você tem:

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CREPÚSCULOOOOOOO!

Convenhamos, Crepúsculo é só mais um na grande linhagem de Harry Potters, Pokemons, Guerras nas Estrelas e todas essas marcas que incentivam o consumo desenfreado de todo tipo de tralha até a fonte secar.

São febres contagiosas, obsessivas que se apóiam na falta de senso crítico das pessoas, e na incapacidade delas de parar uma vez que começaram.

Ou seja:

– Zumbis são uma analogia (meio pobre, mas) divertida para a turba ignara e sua fúria consumista e consumidora.

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COMO QUERIAMOS DEMONSTRAR, BITCH!

Nós somos os zumbis! (Isso era óbvio desde o começo? Talvez! Aliás, acho que muito provavelmente era! Mas trabalhem comigo)

Se você tem alguma dúvida sobre minha “tese” (pfff!), veja Dawn of The Dead – o original – um grande e elucidativo estudo sobre a epidemia da burrice.

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Eles tão tipo, num Shopping mesmo depois de mortos e isso é tipo uma metáfora, cara!

A moral da coisa toda, no entanto, não chegou ainda.

Porque se os zumbis eram uma analogia divertida e uma crítica ao consumo, eles agora são tão populares e vendáveis quanto qualquer outra grande marca.

CULPE A INTERNET!

Roupas de todos os tipos, bonequinhos, livros, filmes a rodo (uns 50 só em 2009), jogos de videogame que não acabam mais. E por quê não alvos de tiro? Ou zumbis no seu gramado?

Quero um.

Quero um.

Sim, eu sei o que você está pensando.

É o clássico caso de uma coisa que fica hypada demais e deixa de ser legal? Esse é mais um daqueles argumentos idiotas do tipo “eu gostava disso antes de ser popular e agora isso é uma merda”.

SIM e NÃO! E eu te digo por quê: zumbis são um gênero, não uma moda. Merdas são feitas e coisas geniais são feitas com eles.

Você pode explorá-los, lucrar em cima deles, chutar eles à vontade. Eles não ligam.

Zombies just wanna have fun.

Zombies just wanna have fun.

E sim, uma hora a superexposição vai esvaziar qualquer significado (se é que tem algum mesmo) e acabar com a graça. Aliás, está prestes a acabar.

Mas tudo bem. Eles voltarão.

Os zumbis sempre voltam!

….

Não? Tipo, da morte,  saca? Por quê eles renascem?

Foi uma piada.

De zumbis.

Eu gosto de zumbis.

Acho que eu falo demais sobre zumbis às vezes.

Ei.

Zumbis.

—-

Arthur Warren gosta muito de zumbis e até já escreveu um filme sobre zumbis, que chamava Zumbis. Ele não costuma escrever sobre si mesmo na terceira pessoa e nem sabe por que está fazendo isso agora, mas a sensação é boa. Meio sacaninha. Tipo fazer xixi na piscina.

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2 respostas para Zumbis, ou estragando uma coisa linda

  1. Boa! A imagem medonha é a do bando sanguinário de loiras tietes. Dá um filme bacana, mais “clean” mas tão B quanto, o exército de meninhas que te transforma num débil-mental com uma piscadela. Ok, não tem a mesma sutileza…
    Abraço!

  2. […] Pois é, não se faz nada sem se ter os nomes dos culpados! (TAC! Bate o martelo). Então nós, zumbis do consumo, surfistas do infomar, telespectadores e telespectadoras estamos estaticados no leito […]

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