Fazenda de cadáver

Em 1981, o americano William Bass criou uma fazenda em Knoxville, Tennesse. Nela não se plantava milho, trigo, tomates, cenouras. Na verdade, nada era plantado nessa fazenda, ou mesmo criado. Bois, frangos e ovelhas não eram aceitos no recinto dado que esta fazenda tinha o intuito não de criar, mas sim de decompor. Era a primeira fazenda de cadáveres da história.

Seria William Bass um psicopata maníaco-maluco? Não, a verdade é que William era exatamente o contrário, um cientista forense cujo objetivo na vida era caçar e identificar assassinos. Para isso, com a ajuda do governo, ele criou esse fúnebre ambiente onde ele poderia examinar detalhadamente corpos em decomposição nos mais diversos estados (embaixo da terra, dentro de um lago, pendurado numa árvore), usando suas informações para entender e descrever com maior precisão os casos criminais que assolavam seu país.

A fazenda de cadáveres do Tennessee existe até hoje. Outras fazendas de cadáveres podem ser encontradas na Carolina do Norte e no Texas. São, em geral, lugares escuros, isolados e muito fedorentos, mas de grande serventia para a comunidade.

Na fazenda de cadáveres, tudo pode acontecer.

O que me deixa intrigado não é a fazenda em si, mas o sujeito que resolve trabalhar num lugar desses. Espero que ser um fazendeiro de cadáveres dê muito dinheiro, porque qual seria a outra explicação para alguém querer passar a vida cutucando pedaços de corpos infestados de germes?

É que nem aquele cara que pega seu potinho repleto de fezes e examina num laboratório. Como é que o panaca achou que merda era a chave para construir uma carreira?

Na boa, escatologia tem limite. Eu adoro mexer na minha própria unha quando a corto, e também não me incomodo com o cheiro do meu próprio peido. Mas reparem bem que é minha própria unha e meu próprio peido.

Por favor, não peide do meu lado.

Por mais engraçado que possa parecer, cutucar o cocô dos outros é idiota de tão insólito. É, provavelmente, o pior emprego do mundo, pior do que ser o único cobrador de pedágio de uma estrada na véspera do ano novo.

Ser gari é uma tragédia da vida. Ser examinador de fezes não. Afinal, você estudou pra isso e leu milhares de livros entitulados “Você é o que você caga”, sabendo desde o início qual seria seu destino.

Por outro lado, que bom que existem examinadores de fezes no mundo. Vocês, que olham nossa merda pelas lentes da ciência, salvam vidas e fazem um bem danado a nossa sociedade. Se um dia te encontrar, quero cumprimentá-lo (desde que você tome um banho antes).

Alguém aqui examina fezes? Gostaria de colaborar com seus comentários e experiências?

Fale mais sobre seu dia-a-dia, quem sabe eu não me animo.

Not.

Uma resposta para Fazenda de cadáver

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