Copa do Mundo I

É tempo de matar aula!

A Copa do Mundo de Futebol é um dos eventos mais populares do mundo junto com o Carnaval e a volta na Caaba. A diferença é que enquanto o carnaval tem todo ano e a Caaba está todos os dias aberta dando o ar de sua graça, a Copa só acontece a cada quatro anos.

E a cada quatro anos é uma festa, exceto se a Copa for como 2002 e nenhuma aula for suspensa e nem o trabalho interrompido para que você mostre todo seu nacionalismo torcendo pela seleção canarinho. Só mulher bonita e jogo de Brasil na Copa mobilizam tamanha rapaziada para olhar atentamente alguma coisa.

Eu adoro Copa do Mundo, seja o jogo que for. Os mais tradicionais como Inglaterra x Alemanha ou Itália x Argentina são de parar o transito. Aliás, são em geral jogos melhores que os do Brasil contra um deles. Mas eu tenho carinho especial pelos jogos de seleções fracas, algo que pode ser surpreendente.

Lembro do jogo em 2002 de Senegal contra a França. Fantástico. Diouf acabou com aquele jogo e os franceses engoliram seco quatro anos de favoritismo. Na mesma Copa, a Coréia do Sul passou por Itália e Espanha. Roubado, mas fazer o que, nem tudo é perfeito. Foi o jeito de fazer um asiático chegar longe na primeira copa do continente.

Nem sempre acontecem surpresas. Há também os jogos do óbvio, como Argentina x Grécia em 1994, com os hermanos vencendo por 4×0, mesmo com uma seleção descredibilizada. Outro exemplo: Alemanha 8×0 Arábia Saudita em 2002.

E, claro, o confronto entre seleções desprivilegiadas como Coréia do Sul x Bolívia num sofrível 0x0 em 1994 ou o emocionante 2×2 entre África do Sul e Arábia Saudita em 1998, que só não foi o espetáculo mais dantesco do mundo porque Angola x Irã se esforçaram muito para empatar em 1 a 1 na última Copa.

Maracanã em final de campeonato? NOT!

Tem ainda os jogos geopolíticos: colonizador contra colônia, dominadores versus oprimidos, inimigos nas relações internacionais se degladiando, seleções que já se enfrentaram em guerras botando as coisas a limpo. Como esquecer de 1986, quando a Argentina fez, em campo, contra a Inglaterra o que não conseguiu nas Malvinas (com uma mãozinha de Díos, claro)? A Inglaterra se vingou em campo na Copa de 2002 e garantiu as Malvinas para todo sempre (ou até a próxima peleja). Teve em 1998, EUA x Irã, inclusive com medo das autoridades de rolar um atentado. No final, a única vítima foi a pelota.

Nesse quesito, o Brasil não tem muitos confrontos interessantes, porque, afinal, nós somos o país da paz, ainda mais em tempo de Lula. Talvez o único jogo que o Brasil encara como guerra é contra a Argentina, por razões que só a Rede Globo de Rádio e Televisão entende (e propaga por aí). Não se pode dizer que seja uma confronto geopolítico, a não ser que alguém considere a Tríplice Fronteira um foco de litígio internacional.

A verdade é que em se tratando de Copas, enquanto os outros tem problemas extracampo para resolver dentro de campo, o Brasil é um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Deus é brasileiro e por isso nunca tivemos problemas com Copas, só algumas decepções, o que é normal numa relação pai e filho.

Afinal, se Deus é brasileiro, os outros que se peguem no grupo da morte enquanto a gente goleia Zâmbia, China e Escócia, não é mesmo?

Deus é brasileiro, minha gente!

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