Sumô

A Olímpiada de Pequim de 2008 foi realmente fascinante: aquela abertura ultra high-tech, aquele mano que comia 15 pizzas por dia e depois ganhava de todo mundo na natação e depois fumou um banza e se fodeu e, principalmente, aquelas chinesinhas deformadas e anãs que fizeram a rapa na Ginástica Olímpica.

We accept you one of us!

Cada uma daquelas mocinhas tinha 15 anos, com um corpo de 9, um verdadeiro freakshow, mais ou menos como aquele bebê dos Looney Tunes que resmunga e fuma charuto.

Esporte, quando não é uma recreação é, normalmente, uma coisa completamente doentia, neurótica, fodida da cabeça e nociva a saúde de quem o pratica. Que digam os atletas olímpicos, que sofrem com suas dores musculares, suas dietas cavalares e uma completa falta de vida social.

Por isso mesmo, quando eu fui ver o campeonato nacional de Sumô em Tóquio, a última coisa que me espantou foi como uma prática que envolve litros de banha pode ser chamado de esporte. É tão esporte quanto arremesso de martelo.

Me espantava, aí sim, a tradição e o ritual que envolvia o tal campeonato, a fúria com que os torcedores japas gritavam pelo seu lutador favorito, um homem gordo e deformado que, durante menos de 10 segundos, dava tapas e empurrões em outro gordo até que um deles caísse no chão ou fora do ringue.

Os lutadores de sumô são celebridades no Japão e, porque não, verdadeiros sex-symbols, com uma legião de fãs mulheres, loucas para segurarem naqueles avantajados love-handles.

Antigamente o sumô era um esporte restrito a japoneses, mas hoje encontram-se mongóis e competidores do leste europeu. No alto da classificação dos lutadores de sumô, os dois Yokozunas (ou seja, os líderes incontestáveis dos campeonatos) vieram da Mongólia. Um deles se chama Asashoryu e o outro Hakuho, e são os dois lutadores do vídeo que introduz esse texto.

O Sumô é um esporte cheio de história e cheio de técnica. É um jeito certo de segurar a tanguinha do outro gordola, é a maneira que você gira seu braço e estapeia a cara do oponente. No Sumô vale bastante coisa, só não vale soco na cara, chute nas canelas, puxada de cabelo e, claro, teta violeta. As lutas duram bem pouco (segundos) e o replay em câmera lenta tem um sabor especial, é toda uma coisa rolando e girando e vibrando e balangando.

Não se trata de um esporte simplório: afinal, não é nada fácil derrubar um cara obeso e musculoso no chão. Contra todas minhas expectativas o Sumô é, de fato, um esporte meio bonito de se ver. Os sumocas não só lutam mas fazem uma série de apresentações e danças ritualísticas antes das lutas, se contorcendo e mexendo as coxas e os braços graciosamente. Verdadeiros bailarinos obesos!

O primeiro campeonato do ano terminou semana passada, com um campeão: Asashoryu. Parabéns, cara!

Valeu!

4 respostas para Sumô

  1. Cecilia disse:

    informacao superutil.

  2. Cauê disse:

    Passei a achar o sumô uma coisa bonita quando vi uma luta em um episódio da Supercâmera

  3. […] This post was mentioned on Twitter by suzasuza, Jasmin Tenucci and Nina Senra, So Casando. So Casando said: http://socasando.com/2010/01/27/sumo/ Sumô é lindo. […]

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