Meus 5 Filmes Preferidos de Super-Heróis

Uhu!

Aproveitando o lançamento de Homem de Ferro 2 nos cinemas brasileiros (e mundiais!), resolvi especular um pouco com meus botões sobre esse gênero de história que existe desde que o mundo é mundo, mas que tomou forma definitiva com as HQs no século XX: as aventuras de seu super-herói favorito! Afinal, não dá pra negar que Aquiles é um proto-super-herói e que os relatos da busca do Santo Graal são uma espécie de “universo Marvel” da Idade Média.

Então, com vocês, mais uma Lista apresentada por Só Casando, com patrocínio de Internet Videolocadora, a mais completa do ramo:

5. Blade (1998)

Eu poderia pegar leve e não colocar Blade logo de cara. Mas na verdade, colocar Blade logo no início da Lista é a maior forma de pegar leve. Porque eu sei que é muuuuuuuuuuuuuuuito polêmico gostar de Blade. Eu gostava bastante desse filme na época do lançamento, afinal ninguém é perfeito. Eu tenho os meus defeitos, obviamente, ainda que o caro leitor não consiga identificá-los assim à primeira leitura. Mas eu me entrego a vocês: um deles é achar o Wesley Snipes um baita de ator de filmes de ação. Não sei porque se esqueceram dele. O cara tinha potencial para ser o melhor negão de todos os tempos da história da quebradeira. O que o Samuel L. Jackson faz com as palavras, Snipes fazia com as mãos, os pés, os joelhos, a testa. E Blade é um dos pontos altos disso, além de ter coisas muito imaginativas (ou seriam inimagináveis?).

A primeira delas foi colocar o Kris Kristofferson como guru do cara. Isso é demais. É como escolher o Almir Sater para o papel de mordomo Alfred. Há também o eterno Udo Kier em mais um papel coadjuvante que o coloca na briga com Milton Gonçalves para ver quem é o maior “grande elenco” do cinema mundial e, claro, a maravilhosa cena em que Blade invade uma balada de vampiros cuja grande atração é uma chuva de sangue que satisfaz os desejos mais animalescos dos convidados.

Me diz se esse cara não é pura quebradeira?

Enfim, vampiros com sede de sangue, um negão com uma espada tocando o terror nos bandidos, cenas arrepiantes de ação e  atores “renomados” completando o grande elenco. Obviamente não se trata de Crepúsculo. Quer fórmula mais acertada contra vampiros vegetazzz?

4. Superman II (1980)

Não sei quem se lembra do primeiro filme do Superman com o Christopher Reeve, mas tem a clássica cena na qual ele gira a Terra ao contrário para voltar o tempo e conseguir salvar Lois Lane da morte. Isso parece um absurdo, mas na verdade está completamente dentro do espírito do super-herói das HQs clássicas (assim como a cena em que ele amassa um pedaço de carvão na mão e o transforma em diamante para dar de presente para a amada).

Ele tentou ser um cara comum, mas era muito difícil resistir à tentação

Pois no segundo filme, o espírito HQ foi potencializado. Os vilões são realmente maus, perigosos, pois tem os mesmos poderes do Superman e não fazem nenhum sentido dentro da nossa vã filosofia, Lex Luthor é o ser mais político da face da Terra e tenta manipular os caras, o presidente, o senado e o próprio herói, Superman decide que quer ser alguém comum para viver eternamente com sua amada (viu como as mulheres sempre colocam o planeta em perigo?). E todo o imaginário do filme tem uma inocência própria dos quadrinhos (o gelo da fortaleza da solidão solta fumaça, a kryptonita brilha quando fica perto do Superman, Lois Lane é a mocinha esperta que sempre se vê em enrascadas, Superman se mete numa briga quando não tem mais os poderes e SÓ ENTÃO percebe que não tem mais poderes e que leva porrada como qualquer humano).

E o elenco fala por si mesmo: Christopher Reeve, Gene Hackman, Terence Stamp e Margot Kidder. Silêncioooooo………..

10 real pra quem decifrar essa imagem

3. Batman – O Retorno (1992)

Falem o que quiserem sobre os Batmans do Tim Burton. Eles são muito, muito, muito (e isso é “muito” 3 vezes) mais divertidos que todos os outros já feitos (talvez menos que a série dos anos 60, com os barrigudos Adam West e Burt Ward).

Dos dois, o que eu mais gosto é o segundo, porque tem um clima mais interessante (próprio do Tim Burton) e é muito mais ambíguo quanto ao tratamento do Bruce Wayne.

Você com certeza vai para o paraíso, baby…

O elenco é muito legal: Danny De Vito é o Pinguim perfeito, Michelle Pfeifer é a Mulher-Gato mais gostosa jamais pensada, Christopher Walken é garantia de sucesso em qualquer situação e, sejamos franco, Michael Keaton é a escolha mais irônica do mundo para o Batman: ele é baixinho, feio e atarracado; sua única qualidade é ter dinheiro. Pra mim faz todo sentido como retrato de Bruce Wayne.

Enfim, Batman pra ser legal não pode ter o lenga-lenga homoerótico dos dois filmes feitos pelo Joel Schumancher nem a pseudo-psicologia dos filmes do Chris Nolan. E tenho dito!

Isso é o que eu chamo de ironia machadiana no cinema

2. Flash Gordon (1980)

Não sei se só essa imagem do Max von Sydow explicita o que quero dizer sobre Flash Gordon

Eu vou confessar uma coisa: eu adoro filme tosco.

Sabe quando tudo é escolhido tão a dedo de maneira tão errada que acaba dando uma coisa estupidamente certa por vias tortas? Então, eu adoro isso. E é por essa razão que eu adoro Flash Gordon.

A começar pela escolha do elenco: Sam. J. Jones era só um milico bonitão que obviamente não tinha nenhum talento para a arte de Stanislavsky; Timothy Dalton era um jovem em ascensão que já mostra neste filme porque foi o pior James Bond de todos os tempos; o alívio cômico vem de um ator chamado Topol, e como o terrível Imperador Ming foi escalado o gigante Max von Sydow. Peraí, um ator sueco para fazer um vilão de traços físicos chineses (como indica o nome)? Sim, é isso.

Como se não bastasse, a trilha ficou a cargo de… do… da banda Queen? Isso mesmo, Queen, a banda mais divertida dos anos 70! Sempre me empolgo com o tema “Flash, ôôôô!!!!! Savior of the universe!”

Talvez essa ajude um pouco

Os efeitos visuais são toscos, os cenários são muito anos 80, os figurinos são Andy Warhol passado numa máquina de lavar à base glitter e lantejoulas.

Tudo isso junto deu num filme tão despojado que é bom por ser assim errado. E não dá pra não se divertir com um super-herói sob esse olhar completamente torto e inocente.

E detalhe: o produtor queria, originalmente, que o filme fosse dirigido por um tal Federico Fellini.

I say no, no, no

1. Homem de Ferro (2008)

Iron Man, Iron Man, does whatever an iron can

Se este blog tivesse banners da Paramount Pictures espalhados pelo quatro cantos, esta escolha seria tomada como escusa. Como você pode ver nosso blog é humilde, tem poucos (porém fiéis!) leitores e vive da boa (às vezes nem tão boa assim) vontade dos redatores. Enfim, é uma caixinha onde deixam a gente gritar à vontade.

Por isso, dizer que Homem de Ferro é o melhor filme de super-herói segundo eu é a coisa mais sincera do mundo.

É um baita dum filme legal, com atores fodas em papéis importantes (tipo Jeff Bridges vilão? Massa!) e com um clima de descontração e humor muito próprio desse universo de super-heróis. É talvez o mais descontraído de todos dessa linha. Muito graças à confiança do diretor na sua estrela, Robert Downey Jr.

Esse cara não é qualquer ator; ele é a encarnação do cinismo. E era isso que o personagem precisava. Nada de bom mocismo a la Tobey Maguire; o negócio aqui é dinheiro, porrada, mulheres, bebidas e mostrar quem é o fodão do pedaço. Um personagem tão discutível como esse, só pode ser herói se tratado com cinismo. Eis onde a arte superou as expectativas.

Robert Downey Jr. você é o cara!

3 respostas para Meus 5 Filmes Preferidos de Super-Heróis

  1. Pedro Arantes disse:

    “Silênçooooo” (dito pelo Zé do Caixão). Cadê meus 10 real?

  2. christianjafas disse:

    Hehehehehe,

    essa lista está boa mesmo. Não sei se iria conseguir fazer uma lista com os 10+!!!

    Escrevi sobre o Homem de Ferro lá no meu blog. Já vi o segundo filme, mas quis escrever sobre o primeiro. Sei lá, vai saber.

    Eu revi o primeiro antes de ir ver o 2 e gostei mais ainda do filme.

    Um abraço,

    Jafas

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