Um mês cientificamente inesquecível

Às vezes ler jornal é como checar sua caixa de e-mails num domingo à tarde: uma rápida constatação de que nada de novo aconteceu nas últimas 24 horas. Desta forma, folhear os cadernos periódicos podem ser causadores de uma frustração matinal, ou a promessa de uma noite de discussões intermináveis e levianas na mesa de um bar.

Nos últimos meses, os destaques jornalísticos se concentraram nas notícias científicas. Três delas, em especial, são avanços polêmicos e revolucionários, capazes de mudar não só nossas vidas num futuro longíquo, como nossa visão de mundo.

O Ipad não entra na lista porque, bem, ele é tipo um Iphone, só que maior.

3 notícias impactantes do mundo científico:

I. Cientistas dos EUA inventam o menor robô do mundo

"Imagem meramente ilustrativa" (ou "O que acontece quando eu digito 'mini-robo' no Google Images")

O menor robô do mundo, divulgado há uma semana atrás, é pequeno pra caralho e tem o tamanho de uma molécula, o que faz dele uma invenção realmente difícil de visualizar.

Esse robô é de fato tão pequeno que ele consegue carregar um único átomo de lá para cá.

"É tipo isso só que UM ZILHÃO DE VEZES MENOR", disse o cientista com a bola na mão, numa tentativa frustrada de ilustrar o nano-robô carregando um átomo.

Apesar da sua estatura inimaginável, o nano-robô não deixou de causar espanto no mundo científico. Hoje em dia ele é capaz apenas de seguir ordens básicas como caminhar alguns nanômetros numa pista de DNA pré-determinada. No futuro, porém, poderemos usar os robozinhos para matarem célular cancerígenas, como se eles fossem nano-assassinos contratados, armados até os dentes e treinados para atirar nos tumores malignos que aflingem seu corpo.

"Tipo isso só que UM ZILH... quer saber, vão tomar no cu! Eu desisto!", disse o cientista norte-americano antes de explicar as aplicações futuras do nano-robô.

II. Quase todo mundo é um pouco neandertal

Primos biológicos, os neandertais foram uma espécie de homínideos que conviveram com nós, homo sapiens, e que se extinguiram há cerca de 25 mil anos atrás.

Dada a nossa propensão à safadeza, pouco se discutia entre os cientistas se neandertais e homo sapiens faziam um amorzinho gostoso entre-espécies. As questões eram outras: “será que essa transa pre-histórica pode ser considerada zoofilia?” e, mais importante, “será que criamos descendentes férteis com toda essa putarinha?”

Os neandertais eram a imagem perfeita da palavra "sedução"

No começo desse mês, cientistas alemães descobriram, ao traçar o genoma da espécie extinta, que eles não só tiveram filhos híbridos com a gente, como quase toda a população humana (excluíndo os africanos) têm descendência neandertal.

E o índice de parentesco é considerável: de 1 a 4% dos nossos genes são originários desse cruzamento, porcentagem semelhante à quantidade de genes diretamente oriundas de seu tataravô, o que indica que o sexo neandertal não era exceção entre os homo sapiens, mas sim uma prática bastante usual.

Verdadeiros imperadores do sexo, os cafetões neandertais fizeram fortuna na pré-história.

III. Biólogos criam vida sintética

No mundo dos biólogos, o nome de Craig Venter já é bastante conhecido. Há um bom tempo, esse engenheiro genético gasta um montante enorme de energia e dinheiro na tentativa de elevar sua área a um novo patamar tão inovador quanto polêmico.

Craig Venter não só criou um DNA sintético funcional como é inventor do famoso e prático jaleco-paletó

Na teoria, basta dominar os mecanismos e a gramática da genética para criar o bicho que você quiser e brincar de Deus. O que faltava, até semana passada, era um passo significativo para que essa ideia possa, eventualmente, se tornar realidade.

O que Craig Venter fez foi copiar sinteticamente o DNA de uma espécie de bactéria, e fazer desta cópia o primeiro filete genético fabricado artificialmente que conseguiu se reproduzir normalmente como uma bactéria normal. Um começo para um monte de implicações interessantes e assustadoras.

Demonstrando boas intenções, Craig disse que sua inovação pode ser usada para criar células bacterianas que suguem o excesso de gás carbônico no Planeta. Mas isso é só um exemplo entre milhares. É possível, por exemplo, criar células assassinas capazes de criar doenças malignas e inimagináveis, ou criar um monstro gigante que invade cidades nipônicas e destrói prédios. Ou então um híbrido de rinoceronte e orangotango (o rinocerotango), um macaco que conta piadas e se alimenta apenas de sucrilhos e pão sueco, ou até mesmo um alce que fala e anda de patins.

Pode acontecer.

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5 respostas para Um mês cientificamente inesquecível

  1. Ruy disse:

    suza, diante disso tudo, a conclusão a que a gente chega é que criar um ser humano com um caralho na testa é coisa da decada de noventa. não sei se você concorda, mas enfim, um abração ae.

  2. Ruy disse:

    vc vê? imagina o que eles andam fazendo atualmente… qual o nome desse pornochanchão?

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