África do Sul 1×1 México

Bafana Bafana!

Esta foi uma abertura de Copa do Mundo fora do comum. Em geral, o jogo de abertura sempre era entre o campeão da última Copa contra algum time de menor expressão. Isso não aconteceu apenas em 2006, já que abertura foi entre o anfitrião e um time de seu grupo. Só que o anfitrião da vez era um gigante: a Alemanha. Esta, portanto, é a primeira vez que uma grande seleção não abre a Copa. Ficou a cargo de dois times menores: (os anfitriões) África do Sul e México.

Anfitriões nunca perderam seu jogo de estréia na história das Copas. Desta vez começou como se o “tabu” fosse ser quebrado: o México foi pro ataque e deixou os Bafana Bafana (informe-se) acuados no começo do jogo. Normal. Imagine: o primeiro jogo dos donos da casa na primeira Copa em continente africano.

O rápido e (um pouco) habilidoso time do México tocou a bola e tentou entrar na área dos sul-africanos, porém sem muito sucesso. Com isso, os donos da casa foram ganhando espaço e gostando do jogo, contornando o talento superior do time mexicano que procurava muito seu trio ofensivo Dos Santos, Vela e Franco.

Os Bafana equilibraram o jogo, mas em escanteio o México teve gol bem anulado. No fim do primeiro tempo, a África do Sul mostrou garra e pressionou os mexicanos que tem um goleiro igualzinho ao Guiñazu do Internacional e tão estabanado quanto. Ele quase entregou o ouro numa saída típica de caçador de borboleta.

No segundo tempo, a mesma lógica: o México tocava, tocava e nada; a África do Sul tentando ganhar na velocidade. E o jogo pegou fogo quando bateu a síndrome de All Blacks no México (aliás, por que o uniforme reserva deles é todo preto?) e os Bafana conseguiram encaixar um contra-ataque. Marcaram o primeiro gol da Copa e que golaço! (o nome do autor é muito foda de escrever, mas você descobre no álbum de figurinhas)

Repito: por que caralhos o uniforme do México é todo preto?

O México foi com tudo, mas ainda meio ineficiente. Os africanos tiveram mais duas chances: uma o atacante Modise botou pra fora a la Souza do Corinthians; noutra o zagueiro do México cometeu pênalti não marcado pelo juizão (repito a pergunta: por que o segundo uniforme dos mexicanos é todo preto???).

O time asteca se mandou pro ataque, fez alterações, mas pouco produziu, até que num erro de marcação dos africanos, Rafa Marquez marcou o gol. A zaga inteira saiu, mas um burrão ficou lá e permitiu ao mexicano marcar de cara pro gol.

No fim do jogo os Bafana fizeram uma pressão e, por capricho dos deuses do futebol (?), tiveram uma bola carinhosamente beijando a trave.

No fim, um empate com gosto de derrota para os sul-africanos e muita emoção num jogo muito disputado. Parreira, brasileiro técnico da seleção africana, continua sem vencer jogos de Copa sem ser pelo Brasil (esta é sua 4ª Copa do Mundo por uma seleção que não a brasileira).

O grupo da morte começa (e continua) uma incógnita. E o tabu continua de pé.

Uma resposta para África do Sul 1×1 México

  1. Eduardo disse:

    Perfeita a análise, Raul,e as observações sobre Parreira. Mas fiquei com a impressão de que o gol do México foi mal anulado (o goleiro, penúltimo homem) daria condições. Vi esse jogo em trânsito e a única transmissão possível onde eu estava era com Luciano do Vale e Neto. Cacete! Isso pode ter atrapalhado minha percepção das coisas, sei lá. O gol dos Bafana foi de Tshabalala, o mais bonito da Copa até aqui…

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