EUA 2×2 Eslovênia

A culpada (até agora) de todos os males do mundo

Em certo momento do jogo, um atacante da Eslovênia tentou chutar a bola e furou feio. Nosso querido narrador, como não poderia deixar de ser, colocou a culpa na Jabulani.

Alguém começou com essa história de que a Jabulani é ligeira, leve, faz muita curva. A Globo embarcou nessa e não para mais de falar isso, né Galvão? Aliás, em homenagem aos franceses, que ontem praticamente carimbaram a passagem de volta pra casa (e ainda não carimbaram as redes adversárias), um lembrete pra ele: FERMEZ LA BOUCHE, GALVON!!!

Depois, deste breve interlúdio, voltemos: não interessa mais a questão da Jabulani. É só uma bola, minha gente! E pra contrariar todos os opositores que disseram ser a Jabulani a responsável pelo baixo número de gols da primeira rodada dessa Copa (a pior média da história), eles começaram a sair. A Argentina meteu quatro, o Uruguai três, Grécia e Nigéria 2 a 1. O problema é que os times estavam com medo, agora parece que não estão mais. Precisam se classificar.

Veja hoje: os EUA, que empataram na primeira rodada, foram pro ataque. Caíram na arapuca da Eslovênia. Os eslovenos, que venceram a primeira partida, marcaram na frente, roubando a bola de quem não sabe jogar, no caso, zagueiros e meias de contenção americanos. A bola não chegava em Donovan, o principal articulador e jogador mais talentoso do time ianque.

O resultado foi o primeiro gol esloveno, golaço por sinal. O goleirão Tim Howard apenas olhou a pelota passar. Os EUA foram pro ataque enquanto a Eslovênia continuava marcando e tentando o contra-ataque. Foi assim que saiu o segundo gol, enquanto que os americanos tiveram uma chance em que o zagueiro esloveno tirou o doce da boca de Donovan quase na linha do gol.

No segundo tempo, o técnico Bob Bradley mexeu no meio de campo e o time ficou ofensivo, saiu bem com a bola e neutralizou o ataque esloveno. Donovan diminui logo no começo e isso deu gás para os gringos tentarem o empate. A Eslovênia abdicou de tudo e se defendeu. E se ferrou: Michael Bradley (filho do técnico) empatou. Ainda teve um gol dos EUA muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mal anulado pelo juizão do Mali (ele era do Mali mesmo, certo?).

Foi até agora o melhor jogo dessa Copa, o mais emocionante, com mais possibilidades.

Eu não desprezaria uma zebra norte-americana aparecendo. O time é guerreiro, objetivo, tem um articulador no meio campo (Donovan) como poucas equipes tem e mostrou muita garra para quase virar uma partida que muitos dariam como perdida.

E, claro, a culpa pela furada do atacante esloveno no começo do jogo, como a história da partida mostrou, é dele mesmo que é muito ruim de bola.

Será que Donovan pode levar os EUA para fases finais da Copa???

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