África do Sul 1×1 México

11/06/2010

Bafana Bafana!

Esta foi uma abertura de Copa do Mundo fora do comum. Em geral, o jogo de abertura sempre era entre o campeão da última Copa contra algum time de menor expressão. Isso não aconteceu apenas em 2006, já que abertura foi entre o anfitrião e um time de seu grupo. Só que o anfitrião da vez era um gigante: a Alemanha. Esta, portanto, é a primeira vez que uma grande seleção não abre a Copa. Ficou a cargo de dois times menores: (os anfitriões) África do Sul e México.

Anfitriões nunca perderam seu jogo de estréia na história das Copas. Desta vez começou como se o “tabu” fosse ser quebrado: o México foi pro ataque e deixou os Bafana Bafana (informe-se) acuados no começo do jogo. Normal. Imagine: o primeiro jogo dos donos da casa na primeira Copa em continente africano. Continue lendo »

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Brasil Rumo ao Hexa?!

11/05/2010

"Eu também armo as minhas surpresas, tchê!"

Hoje o técnico Dunga convocou os 23 jogadores que irão disputar a Copa do Mundo vestindo a camisa amarelinha.

E quem disse que Dunga não pode ser surpreendente? Talvez não tenha sido a surpresa que todos esperavam, afinal 22 dos convocados eram (ou foram em algum momento) figurinhas tarimbadas na seleção. A única surpresa foi a convocação de Grafite no lugar de Adriano. Pois bem, eis a lista: Continue lendo »


HOJE NA TV: Falcão Negro em Perigo

22/10/2009

Ridley Scott já foi um cineasta interessante. Seu cinema partia dos gêneros cinematográficos consolidados para infiltrar a questão do ser humano num mundo que, já no final da Guerra Fria, se mostrava exponencialmente mais selvagem e destruidor. Assim era em Blade Runner e Alien, mas já havia um germe disso tudo em Os Duelistas, onde, ao invés de ir ao futuro, voltava ao momento de natalidade do mundo moderno (a Revolução Francesa).

Muito diferente de Falcão Negro em Perigo, filme de invasão militar que não contesta nada e se detém em reproduzir velhos conceitos (ainda que sejam poucos). O principal é, obviamente, o velho lema “we don’t let anyone behind”. O “baseado em fatos reais” existe aqui apenas para defender esta mística beligerante. Contudo, o que mais fica na memória é o retrato simplista do homem africano, pintado como um selvagem que agora (anos 90) tem armas de fogo, artilharia pesada e poder de matar para exibir o corpo do inimigo morto. O terror bushista com valores bushistas, portanto.

É uma visão de mundo, portanto, ultrapassada, cheia de ilusão e do perigo “ouvi dizer”, longe do contato direto com o outro, anterior, enquanto conceito, a Jean Rouch e seus documentários etnográficos. Nada mais longe da visão humanista do jovem Ridley Scott.

Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down, 2001), dir. Ridley Scott (AXN – 22h)