Academia

25/09/2009
Ah, academia! Quanta masculinidade!

Ah, academia! Quanta masculinidade!

Na última semana comecei, progressivamente, a reparar como os caras que fazem exercícios pra ficar forte se acham os machões do pedaço. Afinal, ir na academia e levantar 50 quilos é a coisa mais mascula que um cara pode fazer, certo? Não é bem assim.

Na verdade, tudo o que ronda essa cultura de academia é algo bem longe da macheza pregada pela “turminha do amendoim” de academia. A começar pelos aparelhos que só não se chamam “vibradores disfarçados” para não quebrar a mística. Tudo é fálico, tanto do óbvio colocar a barra de ferro no buraco do peso até um aparelho cuja extremidade  na qual o cara coloca a mão é uma corda bem grossa com um pedaço de borracha na ponta que parece mais uma glande que qualquer outra coisa.

Um comportamento comum na academia é ficar se olhando pelo milhares de espelhos do salão de exercícios. Se ao invés de olhar apenas para o exercício os caras começassem a ver as caras e posições que eles fazem, aposto meu salário como eles parariam de fazer exercício no instante seguinte: a cara no espelho é de quem tá dando o boga, não do próximo macho reprodutor. Continue lendo »

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