Le Pétomane

12/12/2009

Joseph Pujol

Certo dia, Joseph Pujol estava sentado na sala da sua casa, em Paris, quando reparou pela primeira vez o quão grande era seu patrimônio. Olhou para as decorações luxuosas que compunham o cômodo no qual se situava e disse para si mesmo: “E não é que eu sou rico?”. Depois, lembrou das inúmeras figuras célebres da sociedade européia que admiravam seu trabalho: Sigmund Freud, Edward, o príncipe de Gales, Leopoldo II, o rei da Bélgica, entre outros.

“Tudo isso por causa do meu esfíncter”, pensou.

Joseph Pujol era mais conhecido como Le Pétomane ou, traduzindo para o português, o Peidomaníaco, e foi talvez a maior e mais lucrativa figura do entretenimento francês no final do século XIX e começo do século XX. Suas apresentações no Moulin Rouge lotavam a platéia, que assistia com entusiasmo seu show centrado na sua capacidade espantosa de controlar seus movimentos anais e engolir ar com o cu, peidando quando quisesse e da maneira que quisesse. Continue lendo »


A Dança da Bundinha Peladinha

07/09/2009
Uma bunda com olhos, como eu nunca pensei nisso antes!

Uma bunda com olhos, como eu nunca pensei nisso antes!

Outro dia eu vi Bruno. É uma obra-prima? Não.

Por outro lado, devo dizer que existe alguma coisa muito errada se você sair do cinema sem dar uma risada. Pode ser que você tenha um senso de humor debilitado, ou você seja aquilo que nós costumamos chamar de “cu pregado”. De qualquer forma, vai se tratar!

Muita gente reclama do filme, dizendo que é muito chulo, ofensivo, pouco inteligente e nada sofisticado.

Primeiro: o que tem de engraçado em algo inteligente e sofisticado? Você acha o Isaac Newton engraçado? Nem eu.

Uma piada chula e ofensiva não necessariamente deixou de passar por um processo inteligente e sofisticado de elaboração. Não rir de Bruno é um grande problema de leitura: a dificuldade de discernir figura e fundo.

Um exemplo: no filme, tem uma cena em que Bruno mostra o seu piloto de televisão para um bando de produtores de um canal americano. No meio do programa ele coloca, entre outras coisas, um close de uma piroca. E a piroca fala. Ela abre a boquinha (uretra) e diz “Bruno”. Continue lendo »


Brasil x Argentina

05/09/2009

Hoje tem Brasil x Argentina, o que significa, rivalidade, muita rivalidade, não importa o esporte. Mas principalmente no futebol, onde o clássico completa 101 anos.

Para temperar mais o jogo, tem Maradona, o deus dos hermanos, como técnico e os brasileiros, na crista da onda, provocando mais que o habitual, atitude historicamente associada aos porteños.

brasil x argentina

A rivalidade é tanta que passa para outros esportes, como o kung-fu

Até 1950, a vantagem era da Argentina: são 17 vitórias da Argentina, 9 do Brasil e 4 empates. A coisa se equilibrou nas décadas seguintes e hoje o Brasil tem ligeira vantagem. Sempre foi um jogo duro, brigado, suado. Hoje promete não ser diferente. O Brasil tem o talento de Kaká e Robinho. A Argentina tem Messi e Verón.

Maradona sabe que pode perder fácil, que sua seleção é mais frágil e, portanto, deve apostar na força da defesa para tentar parar Kaká – o cérebro do time. Se conseguir isso, o Brasil ficará mais dependente de Robinho, o que já se mostrou um tiro no escuro. Robinho pode decidir de vez em quando, mas só de vez em quando. Acontece que a seleção brasileira hoje está mais encaixada que a rival. Maradona ainda não conseguiu dar padrão de jogo à equipe. Se Kaká e Robinho não estiverem bem, o Brasil ainda pode se ajeitar em campo e vencer a partida; a Argentina precisa desesperadamente de Messi. Aí pode estar a diferença. Continue lendo »