O Desarme

17/09/2009
desarme

Pierre, o "ladrão" do Palmeiras

Num futebol com forte preparo físico e muita disciplina tática como o de hoje, um fundamento ganha vital importância para a decisão dos jogos: o desarme.

O desarme é a famosa “roubada de bola” e consiste em tirar a bola do jogador adversário, mas não apenas isso: é necessário sair com a bola do dominada, senão temos apenas uma “tirada de bola”. Portanto, o desarme é a jogada em que se inverte o mando da pelota; quem defendia agora tem a bola nos pés para partir ao ataque.

São dois os tipos de desarmes: i. quando o jogador atacante tem pleno domínio da bola e tenta progredir com a jogada, porém, durante a progressão, o marcador tira a bola; ii. o defensor rouba a bola no momento em que o atacante domina a bola, mas logo antes deste tentar qualquer progressão. O segundo tipo pega o adversário com as calças na mão e, em geral, é mais surpreendente, favorecendo a armação de um contra-ataque.

É aí que reside a importância atual do desarme. Quando se enfrenta um time sólido do meio para trás como o Chelsea, por exemplo, o time tem três alternativas: tenta a penetração pelo toque de bola, arrisca chutes de longa distância ou pega o adversário no contra-ataque, desarmando-o na intermediária. A primeira alternativa, em geral, é a mais difícil, mesmo para bons times de toque refinado, como o Barcelona, que teve muitas dificuldades para vencer o Chelsea na semifinal da Champions League do último ano. Só venceu quando, no desespero, arriscou chutes de fora da área. Continue lendo »

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