CRÍTICA: Up – Altas Aventuras

13/10/2009

Up 1

Já faz algum tempo que a Pixar assumiu a vanguarda dos filmes de animação americanos, não apenas por causa do impacto que Toy Story causou no gênero. A produtora, sob a batuta de John Lasseter, buscou sempre aliar a qualidade técnica com boas histórias. Com o tempo, a Pixar buscou desafios gráficos interessantes, como os pêlos em Monstros S. A., o mundo marinho em Procurando Nemo, superfícies metálicas em Carros e Wall-e. É, contudo, nos roteiros que a Pixar conquistaram a larga vantagem que suas produções tem hoje sobre a Fox de Era do Gelo e a Dreamworks e seu Shrek.

As histórias da Pixar buscam sair da pura infantilização, os roteiristas e diretores arriscam-se por terreno mais adultos, ou melhor seria dizer, maduros. Excetuando-se o comum Carros, suas últimas produções exploraram temas mais complexos na maioria das vezes de maneira fora do comum para filmes de animação. É o caso evidente de Wall-e e seus quase quarenta minutos com apenas um personagem em cena e suas várias camadas dramatúrgicas para abordar problemas como a destruição ambiental do planeta, o poder das megaempresas e a alienação do ser humano. Continue lendo »