Alguém entende a psiquê das personagens dos filmes franceses?

16/11/2009

Porque eu não entendo.

Não é à toa que a palavra blasé é importada de lá.

Os franceses são realmente  despojados e desapegados, sem dúvida. Mas toda vez que assisto a um filme de lá, fico embasbacado com a capacidade das personagens terem reações amenas em momentos de grande voltagem emocional.

E olha que eu não estou falando dos cineastas que fazem um cinema mais experimental e conceitual como o Godard. Estou falando dos que se propõem a fazer um cinema sofisticado, mas dentro dos parâmetros de uma dramaturgia mais convencional.

- Sabe, estou traindo você com outro homem. - Não sabia. Dá um trago?

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Diálogos

26/10/2009
Au revoir, Shosanna!

Au revoir, Shosanna!

Toda vez que alguém me diz que falas e diálogos são recursos cinematográficos pobres e evitáveis, eu fico com uma puta dó do sujeito, porque de duas uma: ou ele é meio limítrofe, ou ele nunca teve o prazer de ver um filme do Tarantino, do Rohmer ou do Mankiewicz, o que é muito triste.

Não bastasse a força da palavra, é inegável que uma conversa, se bem feita, tem também um enorme poder imagético. Estou certo de que Groucho Marx nunca funcionou tão bem no teatro como ele funcionou na tela grande.

Para acabar com esse preconceito que a galera tem com diálogos, sugiro Bastardos Inglórios, em especial a primeira cena do filme. Se você não tem tempo ou dinheiro para conferir esse grande filme, aí vai uma série de vídeos do youtube com grandes diálogos cinematográficos: Continue lendo »