O Próximo da Fila

07/06/2010

Gênios?!

Acho que todos os admiradores da música dos anos 90 conhecem o já clássico “To Be With You” da banda de um hit só Mr. Big.

Apesar do ritmo ballad dessa canção, o disco que contém essa música é uma fritação que só, pesado que só a porra, virtuose que só o caralho e parecido que só com uma mistura de Bon Jovi e Dio. Pode ser considerado um momento trash do rock. Admito. Não deixa de ser interessante, ou melhor, exótico.

Porém-entretanto-contudo, este post não é um balanço da qualidade do Mr. Big nem de seu lugar na história da música pop.

O que me intrigou nisso foi a letra da música em questão – a saber(!): “To Be With You”. Eu já tinha reparado em seu conteúdo, mas só agora me atinei para o verdadeiro sentido da coisa. Resolvi então analisar a letra da música. Continue lendo »

Anúncios

Oscar 2010

05/03/2010

Esse negócio vale ouro (ou trinta pila dos seus amigos)

Preparem seus bolões: o Oscar é domingo, com comentários do eterno Rubens Ewald Filho. E como não poderia deixar de ser, estarei participando de mais um bolão com cerveja, amigos e muito glamour.

Para nossos leitores ávidos por boas dicas para seus próprios bolões, boto minha bola de cristal para funcionar e ajudar a galera nas principais categorias. Boa sorte! (ou não!) Continue lendo »


O Cara, A Mina e O Vacilão

08/01/2010

Já que os anos 10 chegaram sem discussão, porque não refletir sobre os anos 00 que não voltam nunca mais?

Nós do Só Casando adoramos uma lista (dê uma olhada nos arquivos e você vai encontrar coisas que até o divino duvida), mas resolvi começar esse balanço da década passada (depois podemos discutir se já estamos numa nova década ou não, mas por enquanto isso é o de menos) nomear apenas “O Cara” e “A Mina”, homem e mulher que se destacaram ou tiveram papel significante na década além de, em certa medida, deixarem algum ensinamento para a década que entra; e “O Vacilão”, alguém que tinha tudo para arrebentar nos anos 00 e terminou a década queimado como carvão de churrasco.

Então, vamos a eles: Continue lendo »


Fiore Mastracci

03/12/2009

Parece piada, mas é apenas o Fiore

Este é Fiore Mastracci. Pela foto e lendo este nome parece até piada. Mas não, esse cara existe e é considerado por muitos o pior crítico de cinema do mundo. Seu site é um reduto de pérolas inestimáveis.

Além disso, Fiore comanda um programa de TV sobre cinema em Pittsburg, odeia o cinema francês (ou melhor, a França como um todo) e está apavorado com o governo Barack Obama e sua popularidade. Sempre que pode, ele alfineta o presidente como, por exemplo, em sua crítica de The Road, baseado no romance de Cormac McCarthy (o mesmo autor do livro No Country For Old Men):

“Baseado no romance de Cormac McCarthy, vencedor do Prêmio Pulitzer, fui forçado a imaginar se o comitê do Pulitzer está mancomunado com os gagás do comitê do Nobel, principalmente depois de premiarem Barack Hussein Obama com o Nobel da Paz. Eu posso até ver os caras do Pulitzer lendo o romance de McCarthy enquanto cortam seus pulsos com abridores de latas, numa variedade de cores em neon.”

Sua expressão favorita é “excremento em celulóide” e ele a usa em momentos variados. A última vez que ela apareceu foi para classificar O Fantástico Sr. Raposo de Wes Anderson, adorado pela maioria absoluta da crítica mundial. Afinal, como pode alguém fazer um filme de animação para crianças virar uma peça de arte ao gosto francês?

Mas não é apenas assim que Fiore mostra toda sua independência crítica. Ele tem uma lista dos melhores do ano que tem o sugestivo nome de “Fist of Fiore Awards” ou “Prêmio Punho do Fiore”.

Continue lendo »


Diálogos

26/10/2009
Au revoir, Shosanna!

Au revoir, Shosanna!

Toda vez que alguém me diz que falas e diálogos são recursos cinematográficos pobres e evitáveis, eu fico com uma puta dó do sujeito, porque de duas uma: ou ele é meio limítrofe, ou ele nunca teve o prazer de ver um filme do Tarantino, do Rohmer ou do Mankiewicz, o que é muito triste.

Não bastasse a força da palavra, é inegável que uma conversa, se bem feita, tem também um enorme poder imagético. Estou certo de que Groucho Marx nunca funcionou tão bem no teatro como ele funcionou na tela grande.

Para acabar com esse preconceito que a galera tem com diálogos, sugiro Bastardos Inglórios, em especial a primeira cena do filme. Se você não tem tempo ou dinheiro para conferir esse grande filme, aí vai uma série de vídeos do youtube com grandes diálogos cinematográficos: Continue lendo »